Um crédito pode ser recusado por várias razões: taxa de esforço elevada, historial de incumprimento, instabilidade laboral ou documentação incorreta. Conheceres os motivos é o primeiro passo para melhorares o teu perfil e avançares com um novo pedido com mais confiança.

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Recebeste uma resposta negativa ao teu pedido de crédito e não sabes porquê? Ver um pedido de crédito recusado pode, efetivamente, ser uma experiência frustrante e que é bem mais comum do que imaginas.

No Credibom, sabemos que, por vezes, para concretizares os teus objetivos podes precisar de recorrer a um apoio financeiro.

Como tal, em vez de ficares sem respostas, queremos fazer mais por ti, não só oferecendo-te soluções, mas também ajudando-te a compreender o que está por detrás de uma recusa e de que forma podes preparar-te para um novo pedido com maior probabilidade de seres bem-sucedido.

O que os Bancos avaliam ao receberem um pedido de crédito

Antes de perceberes porque é que o teu pedido de crédito não foi aprovado, vale a pena compreenderes como funciona o processo de análise.

Quando submetes um pedido, o banco ou instituição financeira avalia o teu perfil de risco, ou seja, a probabilidade de conseguires cumprir com o plano de pagamento das prestações do crédito. Para isso, são considerados os teus rendimentos, historial de crédito registado na Central de Responsabilidades de Crédito (CRC) do Banco de Portugal (BdP), responsabilidades financeiras atuais e situação profissional.

Este processo segue tanto a política interna de cada instituição como as orientações do BdP, que estabelece limites à taxa de esforço e ao prazo dos novos contratos de crédito ao consumo, com o objetivo de proteger quem queira contratar crédito de situações de sobre-endividamento.

Os principais motivos para a recusa de um pedido de crédito

1. Taxa de esforço elevada

A taxa de esforço é provavelmente o fator mais determinante na análise de um pedido de crédito, sendo que corresponde à percentagem do rendimento líquido mensal destinada ao pagamento de prestações de empréstimos.

Para a calculares, soma todas as tuas prestações mensais de crédito (incluindo a do novo empréstimo que pretendes contratar), divide o resultado pelo teu rendimento líquido mensal e multiplica por 100. Em termos práticos:

Taxa de esforço = (Encargos mensais com créditos / Rendimento mensal líquido) x 100

De acordo com as orientações do Banco de Portugal para um crédito seguro, as instituições financeiras não devem conceder crédito a pessoas cuja taxa de esforço ultrapasse os 50%. Na prática, o valor considerado saudável situa-se abaixo dos 35% (33%, idealmente), deixando margem suficiente para absorver imprevistos no orçamento familiar.

Se já tens outros créditos ativos (como um crédito automóvel ou pessoal simples) e a nova prestação fizer com que a tua taxa de esforço ultrapasse este limiar, é provável que o pedido seja recusado.

O que podes fazer: considera solicitar um valor mais baixo ou alargar o prazo de pagamento, de modo a conseguires reduzir o valor da prestação mensal. Acrescentar um segundo titular ao contrato pode igualmente ajudar, uma vez que os rendimentos de ambos são considerados na análise.

2. Registo de incumprimentos no Mapa de Responsabilidades de Crédito

O Mapa de Responsabilidades de Crédito, disponível gratuitamente no site do BdP, regista todos os créditos que tens ou tiveste, incluindo situações de incumprimento, ou seja, prestações pagas com atraso ou dívidas por regularizar. Todas as instituições financeiras consultam este documento antes de tomar uma decisão.

Se o teu historial incluir registos negativos, o teu perfil é classificado como sendo de maior risco, o que aumenta significativamente a probabilidade de o pedido de crédito ser recusado. Para perceberes melhor como funciona o processo de solicitação de crédito do início ao fim, podes consultar o nosso artigo intitulado «Crédito para Dummies: tudo o que precisa de saber sobre crédito».

O que podes fazer: acede gratuitamente ao teu mapa na área de particulares do site do Banco de Portugal; se identificares registos negativos, terás de regularizar as dívidas em causa antes de voltares a submeter um pedido. Após a regularização, podes solicitar uma nova análise à instituição financeira.

3. Instabilidade profissional

A tua situação profissional tem um peso considerável na análise de crédito:

  • contratos de trabalho a termo,
  • situações de desemprego, ou
  • atividade por conta própria com menos de dois anos de história documentada,

tendem a ser encarados com maior cautela, uma vez que podem implicar um nível mais elevado de incerteza quanto à manutenção dos rendimentos ao longo da duração do contrato.

O que podes fazer: se possível, aguarda até teres um vínculo laboral mais estável. Se és trabalhador independente, reúne documentação consistente sobre os teus rendimentos, nomeadamente os teus recibos verdes mais recentes e as declarações anuais de IRS dos últimos três anos.

4. Rendimento insuficiente face ao montante solicitado

Mesmo sem historial de incumprimento e com uma situação profissional estável, o montante solicitado pode ser desproporcional ao teu rendimento líquido. As instituições financeiras avaliam sempre se consegues pagar a nova prestação sem comprometeres as despesas essenciais do teu orçamento.

O que podes fazer: utiliza o simulador de crédito pessoal do Credibom para perceberes que valor e prazo melhor se adaptam ao teu perfil financeiro antes de formalizares o pedido.

5. Documentação incompleta ou incongruente

Um dos motivos mais frequentemente subestimados é ter documentação em falta, desatualizada ou inconsistente, o que pode atrasar ou inviabilizar a análise do pedido.

Documentos como comprovativos de rendimento, morada, IBAN e o Mapa de Responsabilidades de Crédito fazem parte do processo e devem estar completos e atualizados.

O que podes fazer: antes de submeteres o pedido, confirma que tens toda a documentação necessária. No Credibom, podes submeter tudo digitalmente: o processo é 100% online, incluindo a assinatura, o que evita deslocações desnecessárias.

Resumidamente, porque é que não me aprovaram o pedido de crédito?

Sempre que um pedido é recusado com base em informações provenientes de bases de dados (como o Mapa de Responsabilidades do BdP), a instituição financeira é legalmente obrigada a informar-te desse facto e a indicar qual a base de dados consultada, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 133/2009, de 2 de junho, relativo aos contratos de crédito ao consumo.

Tens também o direito de aceder gratuitamente a essa informação para poderes avaliar e, se necessário, corrigir os dados que constam do teu registo.

Saber porque não te aprovaram o pedido de crédito não é apenas um direito, mas também o ponto de partida para melhorares a tua situação.

O que podes fazer para melhorares o teu perfil e preparares um novo pedido

Depois de identificares o motivo da recusa, é hora de agir. Eis algumas sugestões práticas:

  • Reduz o teu endividamento atual: a liquidação de créditos menores em vigor contribui diretamente para reduzir a tua taxa de esforço e melhorar o teu perfil financeiro;
  • Mantém todos os pagamentos em dia: qualquer nova prestação em atraso agrava o teu historial de crédito, podendo prolongar o período de inelegibilidade;
  • Aguarda e corrige antes de tentares novamente: não é aconselhável submeter um novo pedido imediatamente após uma recusa. Faz as correções necessárias e regressa quando a tua situação estiver efetivamente melhor;
  • Pondera a contratação de um seguro de proteção ao crédito: após a aprovação do teu crédito, este tipo de seguro facultativo (disponibilizado pelo Credibom) cobre as tuas prestações em situações de desemprego involuntário, incapacidade temporária ou outras eventualidades, protegendo a tua estabilidade financeira ao longo do contrato.

Consulta também esta lista de aspetos importantes a ter em conta antes de pedir um crédito, pois poderá ajudar-te bastante no processo.

Quando estiveres pronto para tentar novamente, o Credibom apresenta-te soluções pensadas para diferentes perfis e necessidades:

  • O Crédito Pessoal, com TAN desde 10,75%, TAEG desde 13,77%, prazos de 24 a 84 meses e financiamento de 5000 € a 75.000 €;
  • O Crédito Automóvel Elétrico e Híbrido para viaturas novas, com TAN desde 6,90%, TAEG desde 9,31%, prazos de 24 a 120 meses e financiamento de 7500 € a 75.000 € ou, no caso de viaturas usadas, TAN desde 8,75%, TAEG desde 11,43%, prazos de 24 a 120 meses e financiamento de 5000 € a 75.000 €;
  • O Crédito para Obras, com TAN desde 10,75%, TAEG desde 13,77%, prazos de 24 a 84 meses e financiamento de 5000 € a 50.000 €;
  • O Crédito para Eletrodomésticos, com TAN desde 11,75%, TAEG desde 15,57%, prazos de 18 a 60 meses e financiamento de 3000 € a 30.000 €.

Em qualquer um destes casos, o processo é inteiramente digital, o formulário leva apenas alguns minutos a preencher e a resposta é dada num máximo de 24 horas. Porque tu já fazes muito e nós estamos aqui para ir mais longe contigo.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que significa ter um pedido de crédito recusado?

A recusa do teu pedido de crédito significa que a instituição financeira concluiu, depois de analisar minuciosamente o teu perfil de risco, que não reúnes as condições necessárias para contraíres um empréstimo.

2. Porque é que o meu pedido de crédito não foi aprovado?

Os motivos mais frequentes são: taxa de esforço acima dos limites recomendados pelo Banco de Portugal (BdP), registos de incumprimento no Mapa de Responsabilidades de Crédito, situação profissional instável, rendimento insuficiente face ao montante solicitado ou documentação incompleta. Quando a recusa se baseia em informação obtida a partir de bases de dados, tens o direito legal de saber que fontes foram consultadas.

3. O que é a taxa de esforço e qual é a percentagem máxima permitida?

A taxa de esforço é a percentagem do rendimento líquido mensal destinada ao pagamento de prestações de crédito. Calcula-se somando todas as prestações mensais e dividindo pelo rendimento líquido. O BdP recomenda que as instituições não concedam crédito quando este valor ultrapassa os 50%, sendo o rácio geralmente considerado saudável abaixo dos 35%.

4. O que é o Mapa de Responsabilidades de Crédito e de que forma afeta o meu pedido?

É um registo gerido pelo BdP que contém informação sobre todos os créditos de um indivíduo (ativos ou arquivados), incluindo situações de incumprimento. Todas as instituições financeiras o consultam antes de decidir sobre um pedido. Podes aceder gratuitamente ao teu mapa através da área de particulares do site do BdP.

5. Se o meu pedido de crédito for recusado, quando devo submeter um novo?

Não existe um prazo legal mínimo obrigatório, mas é aconselhável aguardares pelo menos seis meses e, entretanto, corrigires os fatores que estiveram na origem da recusa (como reduzires a tua taxa de esforço, regularizares dívidas pendentes ou estabilizares a tua situação profissional) antes de submeteres um novo pedido.